Um grupo de empresários de Paragominas, nordeste do estado do Pará, foram pioneiros e criaram a primeira cooperativa solar do Brasil para tentar reduzir as contas de energia elétrica. Apesar dos altos custos para implantação do sistema, a economia na fatura de luz chega a 80%. O grande objetivo é produzir energia limpa e de forma consciente.

cooperativa brasileira de energia renovavel
A usina de microgeração de energia solar fotovoltaica da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável (Coober) começou a operar em agosto de 2016 com capacidade de 75 KWp, potência que deverá ser ampliada em breve.

Os 23 cooperados investiram R$ 600 mil na micro-usina solar. A Coober foi criada em fevereiro de 2016, pensando já na entrada em vigor em 1º de março da Resolução 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprimorou a Resolução Normativa 482 de 2012, possibilitando a geração compartilhada.

Segundo Rapahael Vale, Presidente da Coober, a geração compartilhada é “caracterizada pela reunião de consumidores, dentro da mesma área de concessão ou permissão, por meio de consórcio ou cooperativa, composta por pessoa física ou jurídica, que possua unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras nas quais a energia excedente será compensada”.

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A usina é composta por 288 placas fotovoltaicas que possuem capacidade de produção média de 11.550 KW/h por mês. A energia é injetada na rede de distribuição da Celpa. Essa energia injetada gera créditos que depois são rateados entre os cooperados e abatendo diretamente nas contas de energia.

A Coober enumera várias vantagens de produzir energia solar em cooperativa em alternativa á geração individualizada como o menor valor investido proporcionalmente, a flexibilidade pois os cooperados podem mudar de endereço sem se preocupar com os equipamentos, o desenvolvimento de uma cultura de colaboração, uma melhor escolha/avaliação das opções com mais pessoas pensando com o mesmo objetivo, melhor relação com a concessionária e tratativas mais adequadas de benefícios e isenções fiscais.

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Além disso, a cooperativa afirma que o uso de energia solar leva ao não consumo compulsório de energia elétrica gerada por uma usina que leva ao desaparecimento de uma parte da floresta, que inunda reservas indígenas ou de uma térmica a óleo combustível que joga diariamente toneladas de veneno na atmosfera.

Por Miguel Barreto

CEO da Sol Lar

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